Uma carta ao Amor que perdi - O que você faria se soubesse que o meu coração se partiu em dois?
- 12 de jul. de 2017
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Olá Raio de Sol! Às vezes eu paro, penso sobre nós e me pergunto: o que você teria feito se soubesse que meu coração se partiu em dois, quando eu, por minha própria culpa, te perdi?
Não sei o quanto você estava afim de mim, se realmente as coisas já estavam frias a algum tempo e eu que não percebi, ou se eu consegui estragar tudo em menos de dois dias com a minha frieza glacial. Sempre foi difícil para mim admitir e mostrar sentimentos e agora sempre que lembro de nós eu penso: Será que foi bom não ter demonstrado sentimentos, assim não saí como fraca na história? Ou será que a história só acabou pela minha estranha mania de querer parecer forte?
Eu não buscava por um amor de conto de fadas, não precisava de um super homem e em você eu encontrei o que eu buscava, mas tive medo de me entregar e acabar sofrendo. No final, foi exatamente o que aconteceu.
Lembro dos dias com você de forma nostálgica, “os dias da aurora da minha vida que não voltam mais”.
Como naquela vez que eu caí, mas você estava lá segurando a minha mão.
Aquele dia que você estava na minha casa sentado ao meu lado no sofá e disse que era impossível ficar ao meu lado sem me beijar.
Aquela vez que fomos ao zoológico, uma coisa que normalmente seria sem graça para mim, e acabou sendo um dos melhores dias da minha vida.
Aquela vez em que estávamos no ônibus sozinhos e eu nem percebi isso até você falar, já que qualquer outra pessoa que estivesse ali não teria nenhuma importância mesmo.
Aquela vez, ainda no ônibus, que você queria ver um filme ao invés de conversar comigo e eu fiquei brava e disse que ficasse com o que achasse mais interessante.
Aquela vez em que estávamos longe fisicamente um do outro, mas ouvindo a mesma música e você disse que era a nossa música.
Lembro dos seus pequenos galanteios, como quando eu disse: minha mão está molhada e você respondeu: “mas é a sua mão” e depois beijou ela, ou quando eu falei que comi cebola e você respondeu: “mas é a sua boca”, e então demos um beijo "temperado".
E, finalmente, lembro daquela vez em que você disse que se afastaria do mundo, mas aos meus ouvidos soou como um “me afastarei de você”.
Chorei, sofri, mudei, me tornei uma versão melhor de mim mesma e te agradeço por isso.
Hoje o sofrimento já foi embora e sinto, sinceramente, que poderíamos ser bons amigos, mas também sinto que isso não irá acontecer, sinto em você um medo de mim, uma vontade de me ter longe, não sei exatamente porquê, mas essa sensação é muito real.
É muito provável que a gente nunca mais se veja e que esse questionamento permaneça na minha mente sempre que uma vaga lembrança de nós vier à minha cabeça: O que você faria se soubesse que meu coração se partiu em dois?

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